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Moray talvez tenha sido um dos lugares que eu mais gostei de visitar no Vale Sagrado – apesar de ser uma parada rápida, não tem muuuuuita coisa para ver ali. De qualquer forma, a comparação é sempre difícil, mas para quem quer conhecer a região, não pode deixar Moray de fora!

Conhecemos Moray, as Salineras de Maras e o sítio de Chinchero com um guia particular em um único dia. A experiência foi bem diferente da que tivemos no outro tour que era em grupo.

A entrada ao sítio arqueológico de Moray está inclusa no Boleto Turístico (não sabe o que é? Confere aqui)

Em todos os sítios do Vale Sagrado, vemos como os incas (ou quéchuas, com eu contei no postei de Ollantaytambo) conseguem se adaptar e aproveitar as condições impostas pela natureza.

Moray
Esses montinhos são das próprias pedras que estão sendo agrupadas para uma posterior restauração

Em Moray, os incas aproveitaram grandes buracos na terra ocasionados, provavelmente, por meteoritos para construir um local de experimentação agrícola. Construíram ali diversos níveis no qual o mais profundo é o mais quente e acredita-se que a cada nível mais alto a temperatura cai um grau.

Assim eram feitos testes com diversas sementes para adaptar melhor cada plantio e mesmo modificar geneticamente os alimentos.

Esse grau de envolvimento com a terra que vemos em Moray (mas também em outros sítios) demonstra o enorme interesse dessa sociedade em sempre evoluir e ter a melhor alimentação possível, sempre tentando extrair o melhor que a natureza pode oferecer.

Moray (2)Nosso guia explicou que na sociedade quéchua cada pessoa tinha uma função. Algumas pessoas trabalhavam apenas no campo e essas pessoas dominavam o conhecimento sobre o plantio – porque era isso, e apenas isso, que elas precisavam saber.

Pessoas que nasciam com deficiência física e por isso não estavam aptas para atividades manuais deveriam desenvolver o poder do pensamento. Muitos desses viravam engenheiros e aprendiam tudo desde de pequenos com engenheiros mais velhos.

O aprendizado começa aos 5 anos de idade (!!!) e aos 20 já era engenheiros muito bem desenvolvidos. O conhecimento era passado diretamente de uma pessoa para a outra e apenas as pessoas envolvidas nesses cargos específicos tinham acesso a esse aprendizado.

Moray (4)
Que paisagem é essa? :O

Outro fato curioso que nosso guia nos disse sobre língua falada pelos incas, também chamada de quéchua. A língua quéchua é formada por onomatopeias. Um exemplo que ele nos deu foi sobre a palavra fonte de água que em quéchua é “pacha”, isso porque quando a água brota da fonte faz “pá” e quando cai de volta faz “cháá”. Hahaha curioso né?

Segundo ele qualquer um pode falar quéchua, basta saber ouvir. Quem se habilita?

Moray (3)

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E confira as outras dicas sobre o Peru.

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3 Comments

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