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Depois de chegar e se instalar em Águas Calientes, restam os minutos contados para chegar a um dos locais mais visitados da América do Sul e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno: Machu Picchu.

Como contei no último post, chegamos a Águas Calientes de trem a tarde, dormimos e fomos para a fila do ônibus às 4h e pouca da manhã.

Tudo isso para chegar cedinho em Machu Picchu. *-*

Machu Picchu (1)
Cidade ainda encoberta pelas nuvens

Tínhamos um guia marcado para às 9h e antes disso, conseguimos aproveitar bastante o parque. Depois de uma volta geral, procuramos um local com uma boa vista para ver o sol chegando e limpando as nuvens que cobriam a área.

O mistério em torno da cidade de Machu Picchu não é à toa. O local nunca foi descoberto pelos espanhóis e por isso sabe-se pouco de lá – inclusive seu nome. Machu Picchu é o nome dado a montanha principal onde é localizada a cidade e significa montanha velha. Huayna Picchu significa montanha jovem e pode ser visitada com um ingresso à parte.

Todo o relato que temos do povo quéchua foi escrito pelos espanhóis, pois o povo local não deixava registro escrito, como a cidade não foi descoberta, não se sabe como era realmente chamada na época.

Machu Picchu (6)Machu Picchu foi descoberta em 1911 por Hiram Bingham e com isso ganhou o apelido de “Cidade Perdida dos Incas”.

Nosso guia nos explicou que a cidade provavelmente foi abandonada durante a invasão espanhola. A população da cidade deve ter ido para uma cidade maior e vizinha para lutar contra os invasores na intenção de depois voltar para Machu Picchu.

Assim como em outras construções do império inca, estudo realizados no solo revelaram sementes de alimentos que não eram aptos a ser plantados na altitude da cidade mas que estavam sendo testadas e adaptadas.  Esses estudos também revelam que a terra usada para a plantação vinha de outras regiões, além de materiais usados como adubo que não eram encontrados por ali. Tudo indica que a população se dedicava muito para prover o melhor alimento possível.

Machu Picchu (4)Machu Picchu é composta por uma área agrícola e uma urbana. Algumas das construções importantes da cidade:

Casa de sentinela: No alto de uma montanha, de lá podia ser visto quem chegava à cidade e com isso comunicar aos demais através de bandeiras e sinais se quem chegava era alguma autoridade ou inimigos.

Templo do Sol: Construção estrategicamente posicionada, no solstício de inverno há uma janela por onde passa diretamente a luz, o mesmo acontece no solstício de verão. O templo era bem pequeno e só era freqüentado pela elite. As celebrações populares eram realizadas nas grandes praças que comportavam todos.

Machu Picchu (5)
Templo do Sol no primeiro plano e a Casa de Sentinela lá no alto

A casa do líder: Ao lado do tempo do sol encontra-se essa importante construção, feita em pedra polida. Interessante perceber que existe uma fonte de água entre essas duas construções e simbologicamente indica que a primeira água sirva o há de mais importante na cidade: o tempo do sol e o líder da comunidade.

Templo da Mãe Natureza: Com três janelas representando os três níveis do mundo: dos deuses, representado pelo condor; dos homens, representado pelo puma; e dos mortos, representado pela serpente.

Machu Picchu (7)
As três janelas na lateral da foto no templo da Mãe Natureza

Ponte Inca: uma trilha rápida de cerca de 30 minutos – não recomendável para quem tem medo de altura – em alguns trechos a trilha fica bem estreita e do lado é apenas um infinito para baixo, rs. Mas o lugar é lindo!

Machu Picchu (9)
A ponte é aquela coisiiinha lá no paredão
Machu Picchu (8)
Caminho até a Ponte Inca

Outra curiosidade que nosso guia nos contou foi que para o povo quéchua, a morte não era motivo de tristeza e sim um renascimento. O processo de mumificação duvara de 30 a 40 dias e em dias de festas, era comum que as múmias dos ancestrais mais importantes fossem retirados das tumbas para que participassem das comemorações.

Esse costume teria sido adaptado com a intervenção cristã européia e hoje em dia é comum ver pelo país procissões onde os santos são carregados em comemorações.

Não faltam especulações e histórias sobre essa sociedade tão complexa. Fato é: a viagem para o Peru é inesquecível e imperdível! E ainda temos muitos relatos para compartilhar com vocês!

Machu Picchu (3)

Dicas:
– Como contei no último post, é indispensável levar água e comida para MP, não esqueçam!

– Fomos para Machu Picchu bem cedo o que fez com que no começo do dia o parque estivesse mais vazio. Mas pegamos fila tanto na ida quanto na volta! 🙁
Existe, talvez, uma possibilidade de escapar dessas filas. Ir mais tarde e sair mais tarde ainda. Muitos gostam de pegar o nascer do sol em MP, o que é provável que não possa ser feito com muito sucesso, devido às muitas e muitas nuvens – mas eu particularmente amei ver o nevoeiro sair para revelar as ruínas atrás.
O parque está aberto para visitação das 06h às 17h – ou seja, para quem não pretende passar o dia todo lá, é possível visitar, por exemplo, das 12h às 17h e aproveitar bem, com menos filas.

– Normalmente não muito fã de guias turísticos em viagem, mas no Peru e especificamente em Machu Picchu acredito que vale a pena! É muita história acumulada nessas cidades e o guia pode ajudar a aproveitar tudo que tem ali!

– Enjoy the lhamas! <3 <3 <3

Machu Picchu (12)
oi, tudo bem? *-*
Machu Picchu (11)
Bjo, até o próximo post!

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E confira as outras dicas sobre o Peru.

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One Comment

  1. Pingback: Viagem para o Peru: roteiro de 10 dias - Coletivo de Viagem

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